A Amazônia é a terra dos superlativos! Essanão é apenas a maior floresta tropical do mundo, mas é também o mais rico meioambiente da Terra. A bacia do rio Amazonas é a maior bacia fluvial do mundo e orio Amazonas em si, o mais caudaloso do planeta. Já deu pra entender, né?
Como era de esperar, tanta mata e tantos rios resultaram emalgumas das paisagens mais icônicas do planeta (olha o superlativo aí denovo!). Somado a misturas de culturas – indígena, portuguesa e africana –,temos então um lugar único.
Para nossa sorte, parte da imensidão da Floresta Amazônica podeser vista de perto. Basta voar para alguma das capitais do Norte e se aventurarem meios aos rios que cortam a região e ditam o fluxo de toda a vida que existepor lá.
Nesse post você vai entender porque fazer uma viagem para a Amazônia econferir sugestões de experiências inesquecíveis para vivenciar na floresta.
Por que viajar para a Amazônia?
Dá para acreditar que a Amazônia ocupa 55% donosso território? Pois é, nove estados do Brasil estão inseridosnesse bioma: Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Tocantins e oestedo Maranhão.
Viajar para qualquer destino dessa porção geográfica já é abriros olhos pra um país bem diferente. A história da Amazônia, e dos estados doNorte como um todo, raramente é tratada em sala de aula.

Essa é a chance de aprender in loco sobre apluralidade de tribos indígenas, sobre o sofrido processo de colonização esobre acontecimentos mais recentes, como o Ciclo da Borracha e aTransamazônica. É oportunidade de aprender sobre a resistência dopovo original da floresta.
Esse é também um excelente momento para sedesconectar e praticar o JOMO, de se tornar adepto do slowtravel e do turismosustentável.
Sabemos que, ao final de qualquer experiência de viagem na Amazônia, vocêse sentirá mais conectado com a diversidade do Brasil como um todo. E não só emtermos de território, mas acima de tudo, de gente. Partiu?
O que fazer na Amazônia
1. Conhecer as duas grandes capitais: Manaus e Belém
É provável que sua chegada à Amazônia seja por uma das duasprincipais capitais do Norte. Mais do que portas de entrada, Manaus e Belém sãocidades grandes, vivas e repletas de atrativos – com 2,1 milhões e 1,4 milhãode habitantes, respectivamente.
O Ciclo da Borracha deixou marca em ambas, algo percebido na grandiosidade das construções da época. Mas legado histórico todas as cidades têm, certo? O que diferencia Manaus e Belém das demais capitais é o protagonismo dos rios e a proximidade com a Floresta Amazônica.
Dizem existir uma rivalidade entre Manaus e Belém – como existiria entre Rio e São Paulo. Que tal visitar as duas cidades e decidir qual é a sua preferida?
2. Fazer uma imersão na Floresta Amazônica – em hotéis e em comunidades
O turismo sustentável é (ou deveria ser) uma grande preocupação em destinos como a Amazônia. Respeito pela natureza e pela população local exige um pouco de consciência, certo? Por isso, escolher uma experiência de imersão na selva exige muita cautela.
Os famosos hotéis de selva costumam ser a escolha dequem busca por uma imersão “soft”, ou seja, relativamente próximo da cidade ecom conforto. A programação inclui passeio de barco, visita a comunidadesribeirinhas e observação de animais de hábitos noturnos.
Alguns dos hotéis de selva na Amazônia mais famosos etradicionais são:
- Anavilhanas Eco Lodge, emNovo Airão, a 180 Km de Manaus;
- Amazon Ecopark Jungle Lodge, a 1hde Manaus de carro ou barco;
- Juma Amazon Lodge, a100 Km de Manaus ou 30min de hidroavião;
Você quer a experiência de imersão? Nesse caso, busque pelas iniciativas de turismo de base comunitária. Existe até um hotel de selva de excelência que segue essa proposta: o Uakari Lodge, em Tefé. Gestão compartilhada, geração de renda para a comunidade local e estrutura sustentável são seus diferenciais – tanto que está na nossa lista de nossos hotéis sustentáveis no Brasil.
Existe ainda a possibilidade de se hospedar nas próprias comunidades ribeirinhas. Para isso o mais fácil é contratar pacotes com agências de turismo de base comunitária ou de ecoturismo. Aqui vão algumas dicas: Braziliando, Estação Gabiraba, Vivalá, Vivejar, Turismo Consciente e Uika.
3. Viajar de barco pela Amazônia
Na Amazônia, os rios são as estradas e as distâncias são contadas em dias. Uma imersão de verdade por essa região exige pelo menos uma viagem de barco. Pode ser feita como passeio, pelas agências de turismo receptivo, ou mesmo em cruzeiro, a versão 5 estrelas da experiência.
Nós recomendamos que você viaje como a população local, ou seja, tomando um barco no porto, como quem pega um ônibus em uma rodoviária. Quem encara essa “versão raiz” da aventura conta que a recompensa está na troca proporcionada pelo diálogo com pessoas de realidades tão diferentes.
O percurso completo feito pelos mochileiros mais entusiasmados costuma ser Manaus-Belém: 1.600 Km de distância em 5 dias de navegação. No sentido contrário, Belém-Manaus, a viagem leva 6 dias por causa do fluxo das águas.
Se 5 ou 6 dias em um barco parece tempo demais, você pode encarar viagens menores, apenas para ter a experiência. A viagem Manaus – Parintins dura em torno de 18h e a viagem Manaus – Santarém, 30h, por exemplo.
4. Experimentar a culinária local
Em qualquer lugar do mundo, a gastronomia faz parte da experiência. Na Amazônia, faz ainda mais. Isso porque grande parte dos pratos consumidos são preparados com alimentos que só existem aqui. Da comida de rua ao restaurante sofisticado: prepare-se para novos sabores.
Um deles, no entanto, é bastante conhecido entre todos os brasileiros: a mandioca. Aqui é alimento básico, consumido como tapioca, farinha, caldo, cozidos e muitos outros pratos. Existem ainda peixes (tambaqui e pirarucu), frutas (cupuaçu, tucumã e banana-pacová), sorvetes, temperos e por aí vai…
⭐ Dica da Aline
Se culinária for motivo central da viagem, passe mais tempo a Belém. A capital paraense é conhecida pela mistura de influências: base indígena, com toque africano e português. Os sabores são tão bons que Belém detém o título de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco.
5. Tomar banho de cachoeira em Presidente Figueiredo
Quem não dispensa um bom banho de cachoeira precisa visitarPresidente Figueiredo, a 130 Km de Manaus. Dizem existir mais de 100 quedasd’água por lá! Você pode fazer um bate-volta a partir da capital (com agênciaou por conta) ou, então, ficar 2-3 dias aproveitando a vida mansa.
Todos os passeios levam às mesmas cachoeiras – Iracema eSantuário. Na maioria das vezes, inclui também visita à Caverna do Maraoga e àGruta da Judeia. É realmente imperdível! Para ficar mais dias, é melhor alugarum carro em Manaus e, assim, ter autonomia para conhecer outrascachoeiras.
6. Aventurar-se pelo Parque Nacional de Anavilhanas
Dentre tantos parquesnacionais para visitar no Brasil, esse é o que não pode passarbatido na sua visita à Amazônia. Nova Airão, a cidade que dá acesso às atraçõesnaturais do Anavilhanas, está a 180 Km de Manaus. Você pode fazer um bate-voltaou se hospedar por lá – num hotel comum ou num hotel de selva.
O Anavilhanas, banhado pelas águas do rio Negro, se transforma de acordo com a estação. Na cheia (entre março e agosto), as florestas alagam e, na seca (entre setembro e fevereiro), surgem as praias. Já as trilhas e a interação com os botos são programas para o ano todo.
7. Participar do Festival de Parintins
Você sabia que o Festival de Parintins é uma das maiores manifestações culturais do Brasil? Aqui a rivalidade é grande: ou se torce pro boi Garantido (vermelho) ou pro boi Caprichoso (azul). O desfile com toadas, danças, carros alegóricos e muita torcida é espetacular e diferente de tudo que você já viu.
O festival acontece no último final de semana de junho e dura três dias. Como os desfiles são diferentes, é melhor assistir a todos. Os ingressos, vendidos com meses de antecedência, se esgotam rápido. É preciso planejamento para ver ao vivo esse espetáculo que diz tanto sobre a Amazônia.
8. Nadar no rio Tapajós em Alter do Chão
O rio Tapajós nasce no Mato Grosso, corta parte do Pará e deságua no rio Amazonas, em Santarém. Poucos quilômetros antes desse encontro, o Tapajós é o grande protagonista do que fazer em Alter do Chão, o charmoso vilarejo de 6 mil habitantes que ganhou fama nos últimos anos.
Para desfrutar das águas cristalinas do Tapajós será preciso vir na época da seca, entre agosto e dezembro, quando as praias vão surgindo. Dá para combinar os banhos de rio com passeios em porções locais da Floresta Amazônica e visita às comunidades ribeirinhas. Viagem completinha!
9. Avistar búfalos na Ilha do Marajó
Lembra dos rios que se encontram em Santarém? É na Ilha do Marajó que o Amazonas deságua no mar. Na maior ilha fluvio-marítima do mundo dá para aproveitar várias praias, fazer trilha no mangue, andar de barco pelos igarapés e conhecer o jeito milenar que a cerâmica é feita por lá. Mas e os búfalos?
Esses animais são vistos por todos os lados na ilha do Marajó. São tantos que até a polícia os “utiliza” para patrulhar as ruazinhas das cidades. Como era de se esperar, os búfalos fomentam também a economia local. Você pode provar a carne e o queijo (de preferência, juntos), comendo o famoso filé marajoara.
10. Fazer o trekking até o Monte Roraima
Todo bom trilheiro que se preze já sonhou em subir o MonteRoraima! A icônica formação rochosa, na divisa entre Brasil, Guiana eVenezuela, a 2.800m de altitude, está localizado em um lugar de difícil acesso.E é justamente esse o segredo de tanta beleza!

Como não é possível fazer o percurso sozinho, você vai precisar contratar uma agência de viagens especializadas. A maioria dos pacotes para o Monte Roraima são de 7 dias. Você vai passar uns 4 dias caminhando e deparando com paisagens únicas e de tirar o fôlego. Garantimos: vale a pena.
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